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domingo, 2 de outubro de 2016

Nem o berço do PT, resistirá as Eleições 2016

O edifício de concreto cinza em uma esquina movimentada de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, ficou com as obras paradas no primeiro semestre deste ano e está com a entrega atrasada. As pichações por todo lado denunciam o abandono recente no Museu do Trabalhador.

Iniciado em 2012, o projeto da Prefeitura de São Bernardo deveria ficar pronto em menos de um ano e custar R$ 18 milhões. O valor atualizado está em R$ 21 milhões, e o trabalho da Construções e Incorporações CEI ainda não terminou.

Conhecido pelas ruas de São Bernardo como "Museu do Lula", o local foi concebido em uma época de maior popularidade do ex-presidente --quando ele deixou o Palácio do Planalto com mais de 80% de aprovação entre os brasileiros-- para contar a história do movimento sindical do ABC Paulista e das greves no final da década de 1970 e início da de 1980.

A batalha eleitoral em torno do museu e de outras obras paradas ou atrasadas ilustra o momento delicado que o PT vive no ABC Paulista, onde nasceu a sigla 35 anos atrás.

Nestas eleições, os adversários do PT no município elegeram a obra como símbolo máximo do partido e seus pecados recentes. Em clima de cruzada anti-petista, prometem cancelar o museu.

Falam em destinar o edifício a fins diversos. O candidato Orlando Morando (PSDB), por exemplo, afirma que vai instalar no local uma fábrica de cultura. Já Alex Manente (PPS) diz querer dedicar um andar da obra para sediar uma pinacoteca e, no outro, fazer um restaurante Bom Prato, que serve refeições por R$ 1.

Obra do Museu do Trabalhador é alvo de polêmicas na corrida eleitoral em São Bernardo Ponto de honra para o PT local, onde vive o ex-presidente, o prefeito petista Luiz Marinho promete a conclusão das obras até o final do ano. O pequeno número de operários e o ritmo dos trabalhos observados em uma tarde de setembro não inspiram confiança no prazo, adiado já várias vezes.

Além do museu, outras obras inacabadas ganharam destaque na campanha eleitoral, como corredores de ônibus e um piscinão para drenagem de chuvas próximo à prefeitura, que afirma ter ficado sem repasse de recursos do governo federal para justificar a demora.

Com o desgaste de lideranças históricas, envolvidas em denúncias na Operação Lava Jato, e com a consolidação do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, os petistas do ABC lutam contra a desconfiança dos eleitores e partem para as eleições municipais deste ano em clima de sobrevivência e tudo ou nada.

Apostas em todas as cidades O PT lançou candidatos às prefeituras das sete cidades do Grande ABC. Tenta manter os governos municipais de São Bernardo do Campo, Santo André e Mauá. Tenta também recuperar Diadema, Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires.

A única cidade que nunca foi governada pelo PT no ABC é São Caetano do Sul, onde a sigla conta com um candidato cabeça de chapa sem chances de vitória --a intenção de voto do petista Marcio Della Bella estava na casa do 1%, em penúltimo lugar dentre os oito candidatos, de acordo com levantamento do Ibope no final de setembro.

"É preciso ganhar aqui para extinguir, de uma vez por todas, essa praga que é o PT e que arruinou a vida dos trabalhadores", dá o tom da campanha em São Bernardo o ex-prefeito três vezes e ex-petista Maurício Soares, que abandou a sigla pela segunda vez, entrou para o PHS e nestas eleições está apoiando o candidato do PSDB, Orlando Morando (PSDB).

Carlos Grana (PT) durante ato de campanha em Santo André Em Santo André, a situação do PT é melhor, mas o prefeito Carlos Grana também enfrenta uma campanha de reeleição dura contra seus principais adversários, o ex-prefeito Aidan Ravin, do PSB, e Paulinho Serra, do PSDB.

Grana não possui vaga garantida no segundo turno, indicam sondagens feitas a pedido de jornais locais no início da campanha, em agosto.

Na contramão, o candidato petista em Rio Grande da Serra, Claudinho da Geladeira, diz que o partido não é problema nas eleições, e sim solução. "Eu não vou ter dificuldade nenhuma em defender o PT, o Lula e a presidente Dilma", afirma.

"Nunca antes na história deste município houve tanto investimento e tantas verbas aqui como no governo dos dois, vamos ganhar a eleição nadando de braçada", diz confiante o candidato. A falta de pesquisas de opinião sobre as intenções de voto no município tornam o resultado do pleito uma incógnita.

Manoel Eduardo Marinho, o Maninho, candidato do PT a prefeito de Diadema A recuperação da prefeitura de Diadema, perdida na eleição de 2012 para Lauro Michels, do PV, é vista entre petistas como emblemática para a sobrevivência do partido na região. Foi a primeira cidade governada pelo PT e onde a sigla já mandou por seis mandatos desde sua criação.

A missão cabe ao vereador Manoel Eduardo Marinho, o Maninho. Ele concorre com Michels, que tem o apoio do ex-prefeito Zé Augusto, que já foi do PT e hoje está no PSDB. Não há pesquisa recente na cidade.

Apenas em Diadema e Ribeirão Pires os petistas vão para esta eleição em uma chapa puro-sangue. No restante das cidades, as coligações incluem alianças com partidos que apoiaram o impeachment, como PR, PP e Solidariedade.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Email, revela falcatruas de Lula em favor da corrupção da Odebrecht

Em um e-mail de janeiro de 2005 enviado por Marcelo Bahia Odebrecht - preso pela Operação Lava Jato há 1 ano e 3 meses - para executivos do grupo ele afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria se disponibilizado para "ajudar a destravar qualquer dificuldade para fazer acontecer".

O documento em poder da força-tarefa, em Curitiba, integra o pedido de conversão da prisão do ex-ministro Antonio Palocci, feito nesta sexta-feira, 30, de temporária (de 5 dias) em preventiva (sem prazo).

Palocci foi detido alvo da 35ª fase, batizada de Omertà, acusado de receber R$ 128 milhões em propinas da Odebrecht para o PT, entre 2008 e 2013.

"Lula ficou de eleger 3 projetos e conduzir o assunto através de um grupo (Palocci, Dilma e Min. Transportes) ficando disponível para ajudar a 'destravar' qualquer dificuldade para fazer acontecer", escreve Odebrecht, em e-mail de 19 de janeiro de 2005, para 9 executivos do grupo.

O assunto tratado era da agenda que o pai, Emílio Odebrecht, teria acertado com o ex-presidente. "Segue a agenda que meu pai repassou com Lula em sua reunião de 6ª."

Para a Lava Jato, Palocci, que era tratado como "Italiano" nas mensagens cifradas da Odebrecht, seria um dos canais do grupo com o governo federal na obtenção de vantagens na Petrobras - e em outras áreas de negócios -, mediante o pagamento de propinas. "Pediu para que nós liderássemos os três projetos (acertou-se que envolveríamos outras empresas junto com a ABDIB). Ele ficou de retornar via o Italiano para nós, de como conduziríamos os próximos passos", complementa Odebrecht, na mensagem. "(Se o italiano não retornar eu o procuro semana que vêm)."

O delegado Filipe Hille Pace, que pediu a prisão preventiva de Palocci, destaca de no e-mail Odebrecht também relata que o próprio Lula se prontificou a "destravar" qualquer dificuldade que a Odebrecht tivesse "junto à estes projetos que lhe foram prometidos".

Lula, nem a ex-presidente Dilma Rousseff, são alvos desse inquérito. O documento, segundo o delegado, foi anexado para comprovar que Palocci era interlocutor do Grupo Odebrecht em supostos negócios escusos com o governo federal.

"Marcelo Odebrecht obteve de seu pai, Emilio Alves Odebrecht, a informação de que o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha ficado de escolher três projetos, possivelmente da esfera federal, para serem entregues para execução/contratação pela/da Odebrecht, tendo designado Antonio Palocci e outros para conduzirem o assunto", interpreta o delegado.

"Amigo"
O delegado da Lava Jato reuniu ainda um e-mail de 2014 para mostrar que "amigo do pai" seria referência ao ex-presidente Lula. "Deve ser ressalvado que o documento investigativo foi utilizado, neste momento, apenas para expor os motivos que permitiram concluir que o 'amigo do pai' de Marcelo Bahia Odebrecht é Luiz Inácio Lula da Silva."

Lula virou réu da Lava Jato em Curitiba na última semana, mas é alvo de outras apurações. No documento em que pediu a conversão da prisão de Palocci, Pace registrou "as novas análises - especialmente o e-mail que segue abaixo - corroboram parte da acusação criminal feita recentemente pelo Ministério Público Federal em face do ex-Presidente da República, por meio da qual lhe imputam ter se utilizado de pessoas próximas a ele para a prática dos crimes pelos quais é processado".

Para o inquérito de Palocci, o delegado destaca que novos relatórios trouxeram dados dessa ligação do ex-ministro com Lula e que "eventuais desdobramentos e investigações a partir do conteúdo" serão repassados para investigadores da equipe da Lava Jato.

Chapa Dilma e Temer, novos depoimentos podem tornar Dilma Inelegível

Mais dois delatores da operação Lava Jato vão depor à Justiça Eleitoral para instruir as investigações contra a chapa formada pela ex-presidente Dilma Rousseff e pelo presidente Michel Temer em 2014. O senador cassado Delcídio Amaral (sem partido-MS) e o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró vão depor ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na ação proposta pelo PSDB que apura se houve abuso de poder político e econômico na última eleição presidencial.

Os dois não faziam parte das oito testemunhas inicialmente convocadas para prestar esclarecimentos à Justiça eleitoral, mas a lista de depoimentos cresceu durante as últimas semanas, conforme as audiências têm sido realizadas.

Cerveró e Delcídio foram incluídos como testemunhas em despacho da terça-feira (27). "Determino a oitiva, na condição de testemunhas do Juízo, dos Senhores Delcídio do Amaral Gomes e Nestor Cuñati Cerveró, cujos endereços devem ser levantados pela Secretaria da Corregedoria-Geral deste Tribunal Superior Eleitoral", escreveu o juiz auxiliar Bruno Lorencini, que trabalha com o relator do caso, ministro Herman Benjamin, corregedor-geral da Justiça Eleitoral.

Os depoimentos de Cerveró e Delcídio ainda serão agendados. Em delação premiada, Delcídio afirmou ao Ministério Público Federal que um esquema de desvio de dinheiro nas obras de Belo Monte abasteceu campanhas eleitorais do PT e do PMDB de 2010 e 2014.

Herman Benjamin tem viajado para diversos Estados para colher os depoimentos. Foi ele quem ouviu, por exemplo, o testemunho de dois executivos da Andrade Gutierrez - também delatores da Operação Lava Jato. O ex-presidente do grupo, Otávio Azevedo, afirmou ao ministro que houve pagamento de propina disfarçado de doação oficial à campanha de 2014 que elegeu Dilma. Segundo ele, a Andrade repassou R$ 15 milhões oriundos de propina pelas obras da construção de Belo Monte ao diretório do PT e parcela desse valor, cerca de R$ 1 milhão, foi repassado à campanha petista.

Se os ministros do TSE entenderem que houve desequilíbrio nas eleições, podem tornar Dilma inelegível - já que o Senado, no processo de impeachment, manteve a aptidão da petista para concorrer em eleições. Já para o presidente Michel Temer, as investigações podem causar ainda a cassação do mandato. Os advogados do peemedebista defendem na corte eleitoral que as condutas de Temer e Dilma sejam analisadas de forma separada.

A investigação está na fase de oitiva de testemunhas. Estão previstas para esta quinta-feira oitivas da esposa do marqueteiro João Santana, Mônica Moura, e do empresário Cláudio Augusto Mente. Já estão previstos para os próximos dias os depoimentos de Giles Azevedo, ex-assessor pessoal de Dilma, e Marcelo Neri, ex-presidente do Ipea.

Perícia

A fase anterior à oitiva de testemunhas foi a realização de perícia sobre a contabilidade de empresas que prestaram serviços à campanha que elegeu Dilma. Os técnicos do TSE encontraram irregularidades nos documentos. A suspeita de investigadores é de que as empresas sejam de fachada. A defesa de Dilma, no entanto, encaminhou um relatório divergente ao TSE, questionando as informações analisadas. O documento tem mais de 8 mil páginas. A Corregedoria-Geral Eleitoral pediu que os advogados da petista indiquem qual documento querem que seja levado em consideração pela corte, considerando o tamanho do documento.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Após a "destruição do PT", Brasil tem a pior posição no ranking de competitividade global

O sentimento só pode ser de indignação, o que fizeram com nosso País!! Muita "incompetência" num só "desgoverno".

O relatório 2016/17 do sobre a competitividade global acaba sendo um retrato acabado do fracasso da gestão da então presidente Dilma Rousseff desde o fim de seu primeiro período (2011/2015).

O Brasil caiu da 48ª posição no ranking global, em 2012/2013 —entre 144 países—, para a 81ª agora —mas apenas entre 138 países. Ou seja, está abaixo da metade da tabela.

Foi o pior resultado desde 2007, quando o Fórum mudou a metodologia do levantamento, informa o relatório divulgado nesta terça-feira (27).

A queda brasileira foi tão impactante que o país deixou de figurar no "top 10" de competitividade entre os países da América Latina e do Caribe. Fica atrás não só de um clássico entre os países da região, em termos de desempenho, como é o caso do Chile, mas também de um país tremendamente pobre, a Guatemala.

O retrocesso do Brasil foi contínuo nos anos Dilma: 48º lugar em 2012/2013; 56º em 13/14; 57º no período seguinte; 75º em 2015/2016, para desabar seis posições e terminar em 81º em 2016/17.

Como era previsível, foi nos itens relacionados ao desempenho macroeconômico que o país recebeu as piores avaliações: em "ambiente macroeconômico", ocupa a 126ª colocação entre os 138 países pesquisados. Pior ainda é a posição em "eficiência do mercado de bens" (128º lugar).

O relatório lembra, a propósito, a "profunda recessão" que o Brasil está enfrentando e que a taxa de crescimento declinou firmemente, de uma média anual de 4,5% entre 2006 e 2010, ainda no período Lula, para 2,1% entre 2011 e 2014, de acordo com o Banco Mundial.

A queda brasileira, diz o relatório, "é provocada principalmente pela deterioração dos mercados de bens, de trabalho (leia-se: desemprego) e financeiro". Acrescenta: "No plano institucional, a segurança se deteriorou e também a percepção da qualidade da administração do setor público".

O documento traz para o topo dos "fatores mais problemáticos para fazer negócios" um clássico nesse tipo de consulta: impostos e a regulação deles. Para 15,9% dos pesquisados, impostos é o maior problema, ao passo que 12,5% apontam a regulação das taxas.

Mas a corrupção ocupa lugar igualmente privilegiado entre os fatores que entravam os negócios, mencionada por 13,6% dos pesquisados. Resultado perfeitamente previsível em tempos de Lava Jato e prisões em sequência de empresários de grosso calibre.

O relatório elogia o combate à corrupção, um endosso à Lava Jato, sem mencionar nominalmente a operação.

No global, a Suíça ocupa o primeiro lugar em competitividade, pelo oitavo ano consecutivo, seguida por Cingapura e Estados Unidos. Depois, vêm Holanda e Alemanha, completando o "top 5".



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