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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

PT é varrido de São Paulo, mas songo-mongo Suplicy, permanece como 'Mun-Há' e é o mais votado

A cidade de São Paulo teve o maior percentual de pessoas que não compareceram às urnas ou anularam seu voto em um primeiro turno das eleições municipais das últimas seis eleições. Neste domingo (2), 21,84% deixaram de votar. O percentual de votos nulos foi de 11,35%.

Até então, o maior percentual de abstenção registrado no primeiro turno de eleições municipais em São Paulo havia sido em 2012, quando 18,48% dos eleitores deixaram de comparecer, segundo os dados disponíveis na página do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Naquele ano, 31,26% não escolheram um candidato a prefeito em São Paulo.

Na eleição deste domingo, o percentual de votos brancos para prefeito de São Paulo foi de 5,29% (367 mil). Desde 1996, só a eleição de 2012 teve mais votos brancos para prefeito no primeiro turno, quando 381 mil votaram em branco (5,43%).

O aumento do desinteresse pelas eleições levou a um quadro surpreendente em 2016. João Doria (PSDB), eleito no primeiro turno, teve número menor de votos que a soma de brancos, nulos e ausentes. O tucano alcançou 3,085 milhões de votos, enquanto 3,096 milhões de eleitores não escolheram um candidato ou não votaram.

PT tem pior desempenho no primeiro turno de SP em 20 anos

O desempenho do candidato Fernando Haddad (PT) no primeiro turno das eleições deste domingo foi o pior dos últimos vinte anos para o Partido dos Trabalhadores na capital paulista. O atual prefeito da cidade recebeu 967.190 votos (16,70%) e não foi reeleito em São Paulo.

Esta é também a primeira vez que o PT não participa de um segundo turno na capital paulista.

A votação mais baixa do partido na primeira etapa das eleições nas últimas duas décadas aconteceu em 1996, quando Luiza Erundina, então no PT, recebeu 1,2 milhão de votos (24,509%).

O melhor resultado foi em 2004, quando Marta Suplicy, então prefeita de São Paulo, recebeu 2.209.264 (35,82%) de votos e foi ao segundo turno enfrentar o tucano José Serra, que a venceu.

Marta Suplicy, agora no PMDB, se candidatou pela terceira vez à prefeitura de São Paulo e teve o seu pior resultado no primeiro turno da capital paulista. Em quarto lugar, ela recebeu 587.220 votos (10,14% dos votos válidos).

Em 2000, quando ganhou as eleições à prefeitura, Marta era filiada ao PT e recebeu 2.105.013 votos na primeira etapa da eleição, 38,12% dos votos válidos. Ela foi para o segundo turno e venceu Paulo Maluf (PPB, atual PP).

Ela ainda tentou a reeleição pelo PT em 2004, quando teve seu melhor desempenho no primeiro turno da capital paulista e recebeu 2.209.264 votos (35,822% dos votos válidos). A candidata foi para o segundo turno, mas perdeu a prefeitura para José Serra (PSDB).

Depois de 33 anos no PT, Marta se desfiliou do partido em abril de 2015. Em setembro do mesmo ano se filiou ao PMDB.

Como partido, o PMDB paulistano teve um resultado pior que o da última eleição, em 2012, quando lançou o candidato Gabriel Chalita (que este ano concorreu como vice na chapa do petista Fernando Haddad).

No primeiro turno daquele ano, Chalita recebeu 833.255 (13,596%) votos na primeira etapa 2012. O resultado deste ano, no entanto, foi melhor que em 1996, quando José Pinotti recebeu 101.358 (1,924%) votos.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Marta Suplicy renega passado petista e diz que "nunca foi de esquerda"

A candidata a prefeita de São Paulo Marta Suplicy afirmou em entrevista à Folha, nesta segunda-feira (19), que nunca se apresentou como uma pessoa de esquerda, ao comentar sua saída do PT e ingresso no PMDB, partido do presidente Michel Temer.

"Tem valores tão, tão retrógrados que são chamados de esquerda que eu não me identifico em absoluto", declarou.

Para a senadora licenciada, que, pelas pesquisas, disputa com João Doria (PSDB) uma vaga no segundo turno, o empresário não tem experiência para administrar São Paulo porque o seu ramo é o de lobby empresarial usando patrocínio público.

Folha - Por que a sra. saiu do PT no ano passado? Foi por falta de espaço? Marta Suplicy - É muito complexo. Eu ajudei a construir o PT, eu acreditei na busca por valores éticos. Me empenhei muito pela questão da mulher, LGBT. Foram 33 anos de construção. Eu comecei a perceber que os dirigentes estavam com rumos que não eram os rumos pelos quais o partido foi criado. Então não foi uma coisa fácil, foi uma coisa de sofrimento.

A sra. pediu voto para Fernando Haddad em 2012. Fiz muito mais do que apoiar, eu fiz campanha de rua. E eu acreditava que ele poderia ser um prefeito muito melhor do que ele foi.

A sra. sempre foi vista como progressista. Hoje, está aliada a setores considerados mais conservadores... Por quem? Não pelo povo. Você está equivocado. Pela Folha, pela mídia, por algumas pessoas. Pelo povo não.

A sra. hoje se classificaria como sendo de esquerda?
Olha, eu nunca nem me coloquei assim, né? Eu acho que neste mundo hoje depende do que você chama de esquerda. Tem valores tão, tão retrógrados que são chamados de esquerda que eu não me identifico em absoluto. Eu tenho valores que eu diria que são cada vez mais de inclusão das pessoas, de respeito à cidadania. A sra. se constrange de estar no partido de Eduardo Cunha?
Todos os partidos grandes têm pessoas investigadas e pessoas conservadoras. O que me atraiu no PMDB é a capilaridade, estrutura partidária forte no Senado. É um partido que não tem cabresto, não tem encaminhamento de votos, as pessoas ali têm muita independência.

Doria diz que seu jeito de governar é petista.
A minha imagem não está mais associada ao PT. O próprio povo já sabe disso. Agora, essa história de dizer que não é político é extremamente equivocada. Haja vista Pitta, que era um grande gestor, Dilma, que se achava uma grande gestora, o próprio Haddad, que se acha gestor. A vocação para ser empresário é uma vocação que visa o lucro. Nada contra. Mas ter a preocupação de gerar lucro significa cortar, significa diminuir determinados tipos de investimento, que ele até já explicitou. Ele [Doria] junta pessoas para fazerem negócios, geralmente com patrocínio, e patrocínio estatal -patrocínio do PT, bastante, R$ 2 milhões-, patrocínio do Estado -R$ 1 milhão para a revista "Caviar". Então, ele faz essas junções, né? Isso é lobby, né? Que existe, não é ilegal. Mas a prefeitura é muito mais que isso.

Ser aliada do Temer dá votos ou tira votos?
A Presidência da República tem muita capacidade de ajudar. O presidente vai tentar fazer o melhor na negociação. As reformas nem começaram e vamos ver como elas vão caminhar. Já na época da votação quando a Dilma fez o ajuste fiscal, o primeiro, eu votei contra, não é justo que o trabalhador pague essa conta. Não é justo mesmo.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Do mesmo saco: Marta e Haddad afinam o discurso e desconversam sobre corrupção no PMDB e PT

A candidata a prefeita de São Paulo pelo PMDB e ex-ministra petista, Marta Suplicy, disse, durante o primeiro bloco do debate promovido pelo Estado, Gazeta e Twitter, que deixou o PT por uma série de circunstâncias, citando o escândalo que ficou conhecido como Petrolão. "Eu não tinha nada a ver com aquilo", disse a candidata do PMDB.

Sobre sua ida para o PMDB, ela expôs seus motivos. "Eu tinha que escolher um partido forte, grande, e eu olhei, pensei e vi que não tinha um partido grande, estruturado, que me desse a possibilidade de estar ali sem ter gente investigada", disse Marta, fazendo questão de afirmar que apoia a Lava Jato independente de quem a investigação atinja.

O candidato à reeleição, Fernando Haddad (PT), afirmou que está há 30 anos no partido e, dirigindo-se ao Major Olímpio (SD), que faz parte da turma que não "arrega". Agradeceu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, denunciado pelo Ministério Público na Operação Lava Jato, pela oportunidade de revolucionar a educação do País à frente do ministério.

O candidato do PRB, Celso Russomanno, disse ser contra a retirada de direitos trabalhistas. Afirmou também ser contra o aumento da jornada de trabalho e que sempre se manifestou favorável à jornada de 40 horas de trabalho.

Ainda no primeiro bloco do debate, Major Olímpio declarou seu apoio ao projeto da "Escola Sem Partido", o tucano João Doria (PSDB) garantiu que não reduzirá os subsídios das tarifas de transporte público municipal e Luiza Erundina (PSOL) lembrou que quando foi prefeita de São Paulo governo com minoria na Câmara porque não se dispôs a fazer concessões éticas. Se for eleita em outubro, afirmou que vai "mobilizar o apoio popular" para viabilizar sua administração.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

"Martaxa" diz que 'limpa São Paulo em 6 meses'. Eleitor não esquece: Será que vem outra taxa do lixo?

Marta Suplicy, candidata do PMDB à Prefeitura de São Paulo, disse nesta quarta-feira (24) que firma um compromisso de limpar a cidade em seis meses. "A cidade está muito suja. Em seis meses a gente põe não só o centro como a cidade de outra forma", afirmou.

Marta visitou o Mercado Municipal onde conversou com comerciante e cumprimentou eleitores. O café da manhã começou com morango, passou por um sanduíche de mortadela e terminou com bolinho de bacalhau.

A candidata afirmou que considera que a cidade está muito suja. "Em seis meses a gente põe não só o centro como a cidade de outra forma", disse. Ela considera importante fazer uma revisão dos contratos com as empresas que fazer a coleta de lixo e uma maior fiscalização da limpeza. "A população também percebe que tendo um prefeito com a cabeça que tem que buscar uma meta, as pessoas começam a ficar preocupadas." Marta disse ainda que é preciso ter mais banheiros públicos na cidade.

Sobre a pesquisa Ibope divulgada na terça-feira (23), na qual Marta aparece com 17% e Celso Russomanno (PRB) tem 33%, a candidata afirmou: "Não tem nada certo quem vai para o segundo turno". Ela acredita que por ser uma campanha mais curta, a bagagem que ela acumula como ex-prefeita de São Paulo pode ajudar em seu favor.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Ex-petista por conveniência, Marta Suplicy recebeu R$ 500 mil da Odebrecht em caixa 2, diz jornal

Candidata do PMDB à prefeitura de São Paulo, a ex-petista Marta Suplicy recebeu R$ 500 mil em caixa dois da Odebrecht na campanha de 2010 para senadora, quando ainda era filiada ao PT. A informação está na pré-delação da empreiteira e foi revelada pela Folha de São Paulo.

Segundo depoimento dos executivos prestado aos procuradores no âmbito da Lava Jato, a negociação foi feita com o empresário Márcio Toledo, atual marido de Marta.

Ele atuava nos bastidores da campanha de 2010. Não constam registros de doações oficiais da Odebrecht naquele ano.

Marta foi a segunda senadora com mais votos em São Paulo em 2010, com 22% do total, atrás do senador Aloysio Nunes (PSDB), que teve 30%.

Filiada ao PT desde 1980, partido em que foi ministra do Turismo no governo de Luiz Inácio Lula da Silva e da Cultura, na gestão de Dilma Rousseff, a senadora deixou a sigla em abril de 2015. Cinco meses depois, se filiou ao PMDB.

Em pesquisa Datafolha divulgada em julho, Marta aparece em segundo lugar na disputa pela prefeitura paulista, com 16%, atrás de Celso Russomano (PRB), com 25%.

Por meio de sua assessoria, a senadora afirmou à Folha que não recebeu doação da Odebrecht em 2010 e que "todas as doações da campanha foram contabilizadas oficialmente e declaradas à Justiça Eleitoral".

Márcio Toledo disse ser "leviana e mentirosa" a acusação de ter negociado os valores.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Trocado por argentino, songo mongo Suplicy pede em carta que Marta não troque Dilma por Temer

Após ser recebido por Dilma, que o evitou por anos, o songo mongo ex-senador do PT virou o melhor amigo da presidenta.

O ex-senador Eduardo Suplicy decidiu fazer um apelo à ex-mulher, Marta Suplicy, a respeito do posicionamento da peemedebista sobre o impeachment de Dilma Rousseff. Nas redes sociais, ele postou um vídeo explicando sua atitude, no qual recorda da proximidade que a candidata à Prefeitura de São Paulo teve com a presidente afastada até pouco tempo atrás.

"Escrevi à Marta pedindo que ela lembre de todas as coisas das quais participou como companheira do PT, tendo merecido a confiança da presidenta Dilma, que a designou ministra da Cultura. Que ela possa refletir um pouco", escreveu Suplicy sobre o impeachment nas redes sociais do Partido dos Trabalhadores – que tem ele como principal nome para disputar um cargo de vereador na Câmara Municipal paulistana.

"Em 2010, nós votamos na senadora Marta, que era nossa companheira. Queria sugerir a vocês [eleitores do PT] que escrevam uma carta falando sobre os seus sentimentos. Ainda hoje [na quinta-feira] ela votou pela continuidade do processo do impeachment [na comissão especial do Senado].

Marta vs PT
Filiada ao PT por mais de 30 anos, Marta abandonou o partido somente no ano passado, quando migrou para o PMDB e anunciou a decisão de disputar a Prefeitura da capital paulista – cargo que Fernando Haddad pretende manter pela sigla nas eleições de 2016.



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